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Category Archives: movies

tirando a poeira e as várias teias de aranha desse blog, uma imagem icônica feita por bob gruen em meados dos anos 90: kate moss, johnny depp e iggy pop. os três amigos personificam de forma brilhante o conceito de que moda, cinema e música andam juntos.

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a disney já liberou o trailer de ‘alice in wonderland’, de tim burton. já pode chorar? porque eu nem sou muito fã de ir em cinema e talz, prefiro assistir deitadona e folgada em casa… mas esse filme eu não perco na telona, ainda mais em 3d. aliás, acho que vou ver duas vezes: a primeira vez sã, a segunda vez lisérgica. hahaha

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o novo filme de spike jonze, ‘where the wild things are’,  é uma adaptação do livro de 1963 de maurice sendak. conta a história de ‘max’, um garoto que vai parar em uma floresta encantada com monstros falantes, onde é coroado rei daquele reino. com trilha sonora de karen o (yeah yeah yeahs), o filme estréia no brasil só em janeiro de 2010 mas já é super cult. mundialmente cult. tanto que a ‘haarper’s bazaar austrália’ de dezembro traz o editorial ‘wild thing’, inspirado no filme, com incríveis fotos de chris searl e delicado styling de mark vassalo. tu-do!!!

UPDATE:

acabei de assistir o filme, é realmente lindo. e eu chorei pencas! para fazer download em rmvb legendado (a qualidade não é 100%, mas é ok), clique aqui!

e para fazer o download da trilha incrível de karen o com as crianças, clica aqui!

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no começo do ano, a americana ‘variety’ soltou uma nota dizendo que tarantino mothafucka quer britney como uma das personagens do remake que fará do cult ‘faster, pussycat! kill! kill!’. isso tornou o clássico de russ meyer (ex-fotógrafo da ‘playboy’) interesse do grande público again. e, finalmente, acabei de assistí-lo! a influência em toda obra do autor de ‘kill bill’ é evidente: violência, belas mulheres, atmosfera kitsch. e se acho bafo pros dias de hoje, fico imaginando o que foi em 65. três strippers: a loira, a assassina e a imigrante lésbica. diz que além de spears, eva mendes e kim kardashian estão cotadas para o remake. é esperar pra ver. enquanto isso, se joga na incrível versão original que já é luxo!

download aqui!

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não preciso nem falar que eu sou fã de ‘sex and the city’. mas o que está me incomodando um pouco é a notícia do provável segundo filme da série. tipos, a única ‘single and fabulous’ que restou é samantha, então sobre o que o movie vai tratar? a vida de casada das outras personagens? uma coisa ‘desperate housewives’ fashionista? acho triste o fim da série, mas é preciso saber parar e pendurar os manolos! é melhor ficar na lembrança uma história que deu certo a um provável desgaste… e vamos esperar o remake da série daqui uns 20 anos!

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dica da lillith (aka vênus in furs) que tim burton irá fazer uma adaptação de ‘alice in wonderland’… luuuxo! principalmente porque toda sua filmografia — incluindo animações como ‘the nightmare before christmas’ — é incrível (ok, dormi em ‘mars attacks’: é a excessão que confirma a regra)! anyway, o filme só será lançado em 2010, mas já estou super-ansiosa para ver o resultado! enquanto isso, vale à pena relembrar aquele editorial mais que mara com natalia vodianova e todos os designers importantes, por annie leibovitz, para a vogue américa (dezembro de 2003). claro que a atmosfera da ‘wonderland’ criada por burton não será tão glam (no conceito labels), mas certeza que será tão babado quanto!

 

‘curiouser and curiouser’ (olivier theyskens)

 

‘down the rabbit hole’ (tom ford)

 

 ‘drink me’ (vestido helmut lang)

 

 ‘advice from caterpillar’ (marc jacobs)

 

‘pig & pepper’ (karl lagerfeld)

 

‘the cheshire cat’ (jean paul gaultier)

 

‘tweedledum and tweedledee’ (viktor & rolf)

 

‘the mad tea party’ (christian lacroix e stephen jones)

 

‘who stole the tarts?’ (john galliano e alexis roche)

 

‘the mock turtle’s story’ (donatella versace e rupert everett)

 

‘through the looking glass’ (nicholas ghesquière)

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sex and the city me remete a uma época que era feliz e sabia. foi o alê morita quem trouxe a primeira temporada para a turma, assim nos tornamos todos fãs da série. nos reuníamos no james para ver ‘carrie’, ‘samantha’, ‘charlotte’ e ‘miranda’ — e depois comentar os episódios. com o alê gui, assistia as temporadas de uma vez só, com uma super-bacia de salada (para entrar mais ainda no clima, afinal as quatro só comiam). enfim… quando a série acabou, ficou um vazio. nos identificávamos tanto com as personagens que elas se tornaram conceito: quando um de nós estava querendo um namoradinho, era ‘charlotte’; quando estávamos na putaria, éramos ‘samantha’. mas, no final, todos queriam ser a ‘carrie’ — ou, ao menos, ter o figurino dela.

então, finalmente, fui ver o filme. sem muitas expectativas, é verdade… principalmente porque não li boas críticas. mas foi só a musiquinha da abertura começar (em fergie version) que as dúvidas foram embora e, super piegas, chorei. aos fãs da série, o aviso de que as temporadas eram melhores: ‘miranda’ estava uma chata, sem aquele humor ácido característico e it’s all about carrie (mesmo sendo ‘samantha jones’ a melhor personagem, na minha opinião). senti falta dos encontros das quatro, do sex talk, da jogação por nyc. mas, pensando friamente, elas já não estavam mais em clima de ‘solteiras na big apple’… estavam encaminhando a vida para uma outra fase (e o fim definitivo de satc). mesmo assim, eu gostei e as 2 horas e meia passaram rápido! quanto ao figurino, muitas marcas, muitas trocas de roupa… o de sempre. mas o melhor mesmo foi o vestido zac posen de ‘charlotte’ (na foto acima). não gostei do super véu e pássaro azul de ‘carrie’ noiva, mas o editorial que ela faz para a vogue, com participação de patrick demarchelier e andré leon talley, é incrível!

de qualquer forma, ‘sex and the city — the movie’ é ícônico, em todos os sentidos!

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pode me chamar de clichê! afinal, quer coisa mais clichê do que uma fashionista dizer que ama a sofia copolla? e, para completar, ainda dar o nome deste post como o do livro de jostein gaarder? pois é… but i don’t care! eu amo o mundo de sofia (coppola) mesmo! esta semana fiz uma maratona e revi seus filmes. comecei com ‘virgin suicides‘ (1999): kirsten dunst sublime, design gráfico incrível, trilha sonora só com os franceses do air. depois, ‘lost in translation‘ (2003): scarlett johanson natural, oscar e globo de ouro de melhor roteiro original, tokyo tokyo tokyo. por fim o meu preferido, ‘marie antoinette‘ (2006): kirsten no luxo de versailles, oscar de melhor figurino, all star e the strokes coerentes no século xviii.

 

 

o que os três filmes têm em comum? o soundtrack babado, a fotografia linda, o vazio existencial como principal tema, frescor juvenil… estas são as principais características do trabalho de sofia. e parece que ela está com um novo projeto. trata-se de ‘tipping the velvet’: baseado no livro de sarah waters, conta o romance gay da cantora kitty butler com nan ashley, em pleno 1890. alguém duvida que a filha de francis ford retratará de uma forma sensível e delicada? agora, para quem não sabe, antes de lançar seu primeiro longa, ela fez um curta chamado ‘lick the star’ (1998). ainda não viu? segura que é bafo:

 

parte 1

 

parte 2

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o único ‘james bond’ que eu tô ligada é o do bonde do rolê. eu nunca assisti, nem li, nenhum dos episódios e realmente não me importo quem viverá o agente britânico 007 nas próximas filmagens. também não acho que nenhum dos atores que interpretaram o personagem merecem o título de ‘super-bofe’ que sempre receberam (antes ou depois do papel). já as ‘bond girls’ representam o ideal de beleza feminino das gerações — aquele que é exemplo para várias mulheres e cobiça para muitos homens. no fundo, elas também não têm importância para mim, já que só chamam minha atenção pelo que significam na cultura pop. mas a editora britânica penguin books lança, semana que vem, uma edição especial com todos os livros, escritos por ian fleming, contando a saga do agente secreto. as capas com total sabor vintage são incríveis. só por elas, já vale à pena…

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‘sex and the city’ marcou a virada do milênio. que mulher e/ou fashionista não se empolgava todas as vezes que a música da abertura tocava, passava mal a cada episódio, cada confissão sexual, cada look de ‘carrie’ e cia? há 10 anos essas mulheres de nyc traduzem todo um consciente coletivo pós-pós-moderno. e, com o fim da série, há 4 anos, deixaram um vazio insubstituível em nossas vidas. por isso que a notícia da gravação do longa foi tão comemorada e, a cada aparição externa, uma legião de fãs registrava o que podia. mas, enfim, ele estreiou na gringa (aqui, só mês que vem). comemorando isso, a vogue américa fez um editorial luxo com ‘carrie’ e ‘big’, por anne leibovitz.

(mona, te dedico!)

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ela é linda e ótima atriz. já esteve em (quase) todas as revistas luxo do planeta — foi capa da vanity fair com tom ford e keira knightley, fez um editorial bafo para a flaunt com dita von teese, só para citar alguns. já foi indicada a ‘melhor atriz’, pelo globo de ouro, com ‘girl with a pearl earring’ e é a atual musa do (boring) woody allen. mas parece que depois de viver ‘charlotte’ em ‘lost in translation’, de sofia coppola, se empolgou. porque scarlett johanson acaba de lançar o primeiro single de seu álbum, ‘anywhere i lay my head’. cover de tom waits (como todas as outras faixas — apenas 1 é inédita), ‘falling down‘ conta com backing vocal de david bowie e parece que estão em algum karaokê de tokyo. nick zinner, guitar do yeah yeah yeahs, também participa do álbum e, pelo o que eu ouvi, com certeza não pode salvá-lo!

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em 1927, a atriz americana clara bow viveu a vendedora ‘betty lou spence’, em ‘it’. apaixonada pelo herdeiro da loja onde trabalhava — graças à personalidade ora ingênua, ora fatal –, conquistou não só o rapaz, mas um lugar na história. isso porque, depois do filme, o verbete ‘it girl’ passou a ser sinônimo da garota capaz de seduzir todos com seu magnetismo pessoal. ter ‘it’ é ter um je ne sais quoi. a partir de então, várias mulheres personificaram tal conceito (de betty page e twiggy a audrey hepburn e brigitte bardot) — a minha preferida de todas as ‘it girls’ é kate. mas, no novo milênio, várias outras surgiram… abaixo, minha top 5 it-girls do século xxi!

 

eu amo kate moss. há 20 anos como modelo, esteve entre cindy crawford, linda evangelista, claudia schiffer, etc (as ‘super models’) e continua na ativa sem ganhar a atmosfera vintage como as outras (com excessão de naomi campbell). o rosto dos anos 90, protagonizou a heroina chic (vide as ads da ck) e sobreviveu ao ‘efeito gisele’ com “o retorno das curvas”, como decretou a toda-poderosa anna wintour. quando as garotas do leste europeu estampavam todas as publicações de moda, kate não se abalou. não é à toa que figura no primeiro lugar da models.com como ícone fashion.

sua vida pessoal também é um prato cheio para paparazzi. em 98, foi para rehab. em 2005, foi flagrada cheirando cocaína. ano passado, saiu da balada com o vestido todo rasgado e, semana passada, saiu trêbada de outra festa e amparada pelo noivo, jamie hince, do the kills. ainda nos anos 90, formou com johnny depp o casal mais cool da década. em um desfile de galliano, desceu da passarela (bêbada) para beijar depp, que estava na primeira fila. histórias que ambos quebravam quartos de hotéis têm aos montes. mas foi com pete doherty que fez a terra tremer com non-stop party lifestyle. quer dizer, é a it (bad) girl com letra maiúscula!

 

agyness deyn, nascida laura hollins, imprime o cool. a modelo começou a ganhar visibilidade em 2006, depois de ser capa do suplemento de beleza da vogue paris. desfilou para marc by marc, zac posen, versace, gaultier. foi capa da vogue itália, com fotos de steven meisel. em 2007, estourou! só para citar alguns trabalhos: o rosto da armani, burberry, hugo by hugo boss. capa da dazed & confused japonesa e vogue inglesa, editoriais para a w e vogue américa. desfilou para michael kors, oscar de la renta, missoni. foi eleita ‘a modelo do ano’ pela ‘british fashion awards’. e, com henry holland, lançou uma linha de jóias. em 2008, fez o calendário da pirelli; desfilou para anna sui, house of holland; estrelou editorial para dazed & confused… está em 7o lugar no models.com, mas com certeza, até o fim do ano, a lista de trabalhos aumenta muito e a posição no rankin diminui!!

não é por acaso que agyness deyn é conhecida como ‘a substituta de kate moss’ — principalmente depois de desbancar a própria do primeiro lugar na eleição da tatler como ‘a mais bem vestida’, mês passado. as 5 capas diferentes para a i-D deste mês, com o tema ‘icon’, só confirmam o hype em torno desta inglesa de 25 anos. isto porque deyn tem estilo. como anna wintour definiu, “jackie o. cruzou com debbie harry e encontrou steve nicks”. com cabelos curtinhos que ora estão loiro platinado, ora escuros, ela brinca com o visual (sempre criativo) despretenciosamente — típico de quem sabe que a moda não é para ser levada à sério. mistura punk com anos 80: calças skinny e t-shirts largas e coloridas. a atitude meio rebelde completa o (very very cool) pacote!

 

cory kennedy tem carisma. natural de santa mônica, uma cidade de 85 mil habitantes nos estados unidos, se tornou uma verdadeira celebridade da internet. em 2005, já frequentava as baladas de los angeles — foi assim que conheceu cobrasnake, um fotógrafo da nightlife. daí que ele percebeu que todas as vezes que postava uma foto dela, seu site bombava. assim, ficaram amigos e, mais tarde, começaram a namorar. em 2006, ele a levou para a redação da nylon, em nyc, e lá conseguiram uma matéria com ela falando sobre o myspace. de volta à costa oeste, cory montou seu blog, que foi super acessado. assim começou o hype! publicações, como new york times, falavam sobre ela; baladas mainstream pagavam por sua presença em eventos, sendo fotografada ao lado de party girls como paris hilton e lindsay lohan.

com um senso de estilo incrível e fazendo um revival da heroína chic dos anos 90 (com os longos cabelos desgrenhados e o olhar entediado), cory kennedy logo chamou a atenção dos fashionistas. estampou capas, matérias e editoriais de publicações especializadas ao redor do mundo. designers se inspiraram na sua figura e ela era presença garantida na primeira fila dos mais disputados desfiles. e isso tudo só não é um conto de fadas pós-moderno perfeito porque a menina nasceu em 1990 e, nos estados unidos, a maioridade é aos 21 anos — ou seja, só em 2011 para ela. seus pais sabiam da sua exposição virtual, mas não tinham noção da dimensão. quando descobriram a real vida da filha, a colocaram em um colégio interno com o uso do telefone e do computador restrito. apenas com o fim de semana livre, seus posts no blog diminuíram consideravelmente. mas o youthquake cory kennedy ainda estremece o mundinho!

 

julia restoin-roitfeld tem um sobrenome de peso: é filha de christian restoin (ex-dono da equipament) e carine roitfeld (toda-poderosa da vogue paris). também tem um rostinho bonito, tanto que foi escolhida por tom ford para estrelar a campanha do perfume ‘black orquid‘, em 2006. “roitfeld é exatamente o que beleza é para mim”, disse na época. e a garota tem talento já que, neste mesmo ano, se formou na parsons e estagiou com fabien baron e craig mcdean. atualmente, com 27 anos, concentra-se na carreira de designer gráfica e faz freela para clientes como v magazine e jean paul gaultier.

mas é seu estilo que chama a atenção. fã de marc jacobs e azzedine alaïa (“porque ele envolve as curvas femininas”), a francesa — que escolheu a livre nyc para morar — mistura o rock com o girlie. quando está em paris, prefere ir ao sex shop em pigalle a se jogar na prada ou miu miu. sem contar que tem acesso ao guarda-roupa da melhor stylist de todos os tempos (carine roitfeld). julia prova que aprendeu a lição passada pela mãe: “nunca try too hard ou levar as tendências a sério — porque elas mudam muito rápido”. a garota, que acha que a roupa é a nova pop art, sabe que personalidade é o que vale.

 

arden wohl foi mais uma dica do james. amiga de julia roitfeld-restoin, é considerada uma ‘alternasocialite’ (deixar-se fotografar fumando crack prova tal teoria). ela não tem o rostinho bonito como as outras it-girls, mas tem muito estilo: é a representante máxima do boho-chic e foi a hostess da festa da prada nesta temporada. obcecada por headbands, tem um senso estético único, criativo e divertido.

arden virou hype quando produziu e dirigiu ‘coven‘, em 2006 — o curta é o projeto de graduação da new york university. em 2007, produziu ‘the playground project’ — documetário sobre prostituição infantil que contou com george clooney, entre outros. obviamente filantropa, declarou ao observer: “eu não estou dizendo que garotas que usam vestidos de festa deveriam se importar mais com a causa. mas paris hilton, ou alguém como ela, se acreditasse em algo, poderia fazer a diferença. ela é fabulosa, ela é ótima — você sabe, eu não sei. tanto faz”!! o que eu sei é que sua persona não estimula a minha indiferença. arden worhol oscila na linha entre o politicamente correto e a desobediência de regras. e isso é muuuito cool!

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tá, ninguém é obrigado a ter assistido, mas se você nunca ouviu falar de ‘juno‘, eu pergunto: em que planeta você vive? (veja o trailer e entenda do que se trata!)

mesmo antes de ver o filme, diablo cody (a roteirista) sempre foi minha preferida para levar a estatueta do oscar — o que acabou acontecendo — por causa da história dela ser ex-stripper… and, u know… tudo que é uma afronta à caretice, eu apóio! melhor ainda quando ela apareceu na cerimônia em um dior de oncinha e uma fenda enooorme… arrasou! mas, enfim, não é sobre ela o post. e nem sobre o longa em si!

 

 

a trilha sonora do filme é incrível! ficou em primeiro lugar nos eua, segundo a billboard. e eu não páro de ouvir! the kinks, buddy holly, belle & sebastian, sonic youth, cat power, velvet underground… até ellen page e michael cera (‘juno’ e ‘bleeker’) atacam de cantores em ‘anyone else but you’ — a última faixa do álbum. mas kimya dawson é o mais-mais! parte feminina da dupla moldy peaches, entrou no soundtrack por indicação da própria ellen page. quando jason reitman (o diretor) perguntou o que ‘juno’ escutaria, a atriz lhe apresentou o duo americano. e sim, o tom doce mas controverso da personagem-título é traduzido nestas canções. confira você mesmo fazendo o download aqui!

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eu sempre tirei a mona porque, quando criança, ela era apaixonada pelo ‘lion’, dos ‘thundercats’. ovular com desenho é freak — com heróis das histórias da disney é bem mais. mas o ilustrador israelense david kawena me fez rever conceitos. veja alguns exemplos:

 

alladin

‘aladdin’

 

hercules

‘hercules’

 

john smith

‘john smith’

 

jim hawkins

‘jim hawkins’

 

tarzan

‘tarzan’

 

milo j. thatch

‘milo j. thatch’

 

prince philip

‘príncipe philip’

 

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eu amo clipes! ‘smack my bitch up’ do prodigy, por exemplo, é um dos videos mais bafos que eu já vi. passados 11 anos, ainda é proibido em muitos países (celebra o junkie em plena era heroina chic). ‘ray of light’, da madonna, completa 10 anos e é um dos melhores clipes dela — premiadíssimo no vma 98! fora que remete total ao começo da era tom ford, na gucci. e, ainda naquele ano, ‘my favourite game’, do the cardigans, foi proibido (mesmo com 3 finais diferentes) porque nina persson dirige com uma pedra no acelerador do carro. eu não gosto de metallica, mas o video ‘whiskey in the jar’ tem seu valor porque celebra o fim da era heroína chic. hoje em dia já virou lugar-comum, mas era bafo na época. ‘music’, da madonna, traduz o começo do milênio. a musa aparece bronzeada e saudável, com cabelos à la bündchen e rica, dando bafo na limo e no streap-club. mas, de todos estes e outros videos  não citados, o que eu mais gosto atualmente é ‘country girl’, do primal scream. ele nem é tão novo assim (lançado em 2006), mas remete tanto a um passado não tão remoto da minha vida, que é impossível não me identificar com ele. 

spun 

o que todos esses videos tem em comum é simples: jonas akerlund. este diretor sueco já é um dos principais nomes mundiais quando o assunto é clipes. todo mundo que é alguém na noite (ou já foi) trabalhou com ele — de blink 182 e u2 a iggy pop, rolling stones e blondie. por isso que eu me interessei em assistir ‘spun’. lançado em 2002, foi o debut de akerlund no cinema como diretor e editor. billy corgan ficou responsável pela música e até fez uma ponta como o médico do filme. o elenco é formado por brittany murphy (‘girl, interrupted’, ‘sin city’) como a junkie gostosa ‘nikki’; mickey rourkey (‘sin city’, ‘grind house’) como o químico ‘the cook’; mena suvari (‘american beauty’, ‘edmond’) como ‘cookie’, a namorada super-junkie do dealer ‘spider mike’,  john leguizamo (‘romeo&juliet’, ‘moulin rouge’). debby harry faz o papel da vizinha sapatão punk de ‘ross’, jason schwartzman (‘bewitched’, ‘marie antoinette’).

quer dizer, tinha tudo para ser um sucesso cult. mas akerlund não deu conta. o filme é parado, falta agilidade. narra 72 horas da vida destes viciados em anfetamina sem apresentar nada de novo. ‘trainspotting’, lançado em 1996 por danny boyle, e ‘requiem for a dream’, de 2000 por darren aronofsky, são bem melhores. mas, tenho que admitir que a fotografia, a direção de arte, a trilha sonora e principalmente a parte gráfica de ‘spun’ são incríveis. como em ‘music’, há a mistura de película e animação. além disso, vale muito à pena dar uma passada no site oficial do filme. mas se você quer conhecer o melhor de jonas akerlund, veja só os video-clipes mesmo… fica a dica!

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