Arquivos Mensais: Maio 2008

‘colour us’

 

jess bonham é uma inglesa escorpiana, de 25 anos, graduada ilustradora desde o ano passado, mas é seu trabalho como fotógrafa que chama a atenção. técnica e sensibilidade aliadas resultam em imagens incríveis. ela já fez editoriais de moda e encartes e pôsters de música, mas é um projeto pessoal que mais me tocou. em 2005, adam green morreu em um acidente de carro. “um ano depois de sua morte eu voltei à sua casa, que não foi visitada desde o dia que morreu, para documentar as últimas coisas que ele teve contato”, conta a também diretora de arte. esta nostalgia, com uma melancolia e modernidade, compõem seu portfólio luxo.

 

 

’seiko’

 

‘i dream of you’

 

‘adam green’

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‘wonderland’

 

continuando a história daquela menina que, no começo, tinha a inocência de amy sol; depois, a sensualidade de audrey kawasaki, para mais tarde descobrir a melancolia de stella im hultberg. agora, ela se convenceu que, na vida, o amor romântico é uma ilusão. então se jogou no ’sexo, drogas & rock’n'roll’. por isso, exibe obras de jinyoung shin: esta americana, com ascendência coreana, mantém o romantismo e a feminilidade, mas sob um olhar mais sombrio (‘pokemon meets jack skellington’). a sutilidade da madeira, do papel de chá e das tintas foi substituída pela arte digital.

 

‘mermaid’

 

 

                  ’smoke’                                                        ‘magician’

 

 

‘rockstar’                                                        ‘guitars’

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o cello nega o passado, mas sim, ele foi um impostor. e foi assim que eu conheci a figura: num show que o extinto impostora fez com o montage. depois, nos trombamos no vegas e ele me apresentou ao raphael, que acabava de chegar a são paulo. eles formavam, de zueira, a dupla de djs new rave kids on the block. com a chegada do goos, virou o trio nrkotb ainda em clima de piada – ”pra tocar na noite e beber de graça”, como disse rapha no erika palomino. começaram a produzir em outubro do ano passado, em novembro já tinham show marcado com apenas 3 músicas – fizeram mais quatro “nas coxas”, pensando em refazer depois.

ontem, lançaram no myspace o primeiro ep da banda. ‘radical’ tem 5 faixas, sendo que ‘i wanna go to discotheque (with you)’ tem a participação de julie, do mono4, e ‘couldn’t get ahead’ é regravação do the fall. e quer saber? é luxo! dá vontade de ouvir mais e mais… e sair dançando! o instrumental fica por conta do cello e as letras são do goos, com algumas partes do caffa. marcando essa nova fase, bem mais pro do que a anterior , não são mais new rave kids on the block, nem nrkotb, mas sim nrk. simples assim! o som é um pouco diferente do que eles estavam fazendo e só ’strange phenomenon’ e ‘water war world three’ continuam — mas a vibe 80’s divertida e despretenciosa esta lá. dia 29 de maio tocam no casa de criadores e, 12 de junho, tem o lançamento oficial do ep no vegas. mas quem espera ter um ‘radical’ nas mãos, precisa saber de um detalhe: ”acho que a gente não vai fazer cópia fisica… só pra download com capinha daqui alguns dias”, contou cello. aliás, as pix ficaram luxo. feitas por mari juliano (a mesma fotógrafa do css) no beco da vila madalena, o styling ficou por conta dos meninos: “pegamos umas roupas emprestadas no b.luxo, umas na amonstro e ganhamos umas roupas e tênis da adidas”.

com visibilidade não só entre os moderninhos brasileiros, já foram citados, em mais de uma entrevista, pelo empresário do daft punk (dono da ed banger records). e um single será lançado com exclusividade, pela amelia magazine, na europa. além disso, os japoneses do 80kidz estão preparando um remix para ‘flashlite monkey’, a minha preferida. apertem os cintos coloridos, que o nrk está só começando!

uptodate: para fazer donwload, clica aqui!

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kustaa saksi nasceu na finlândia, mas mora em paris, e é um dos grandes nomes do design mundial. com uma arte digital, as formas orgânicas divertidas e a colorida psicodelia imprimem seu estilo em editoriais, campanhas, instalações, capas de álbuns e singles, estampas de roupas. swarovski, diesel, lacoste, ny times, nylon magazine, playboy, samsung, mereceds benz, issey miyaki, husky rescue e havaianas fazem parte de sua extensa lista de clientes. ele já expôs seu trabalho em galerias ao redor do mundo e prova que, no mundo do design, a linguagem é universal.

 

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delicadas flores contrastam com a dureza do concreto. trata-se da ‘concrete art’, projeto realizado pela transparent house. a empresa americana, sediada em são francisco, inova na customização do lar doce lar — popularizada pelos adesivos de parede — e transforma o chão em mais do que o lugar onde se pisa. é também onde se olha! “para nós, é sempre excitante descobrir aspectos novos e não costumeiros dos objetos diários que nos cerca”, dizem. “e isto não é menos excitante do que dividir nossas descobertas e visões com vocês”. luxo!

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com giz de cera, carvão, aquarela, tinta, nanquim e pouco computador, a ilustradora sueca eva hejelte cria personagens fashionistas vestindo giles deacon e prada, mas seus melhores desenhos são os detalhes da figura humana e não o corpo inteiro. ela já trabalhou para sonia rykiel, roomservice magazine e a häagen-dazs japão, para citar alguns. objetos – como frascos de perfume e xícaras de café — e animais – especialmente os pássaros – são retratados de uma forma delicada e sensível. este ano, ficou em segundo lugar na premiação kolla!, na categoria ilustração editorial. além de estocolmo, é representada por agências de design em londres e no japão.

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eu sei que estou super-atrasada, mas né? antes tarde do que nunca! mês passado rolou o festival mais luxo dos estados unidos, o coachella. foram três dias de música que reuniram uma multidão jovem para assistir shows desde portishead e goldfrapp, passando por the breeders e death cab for cutie a mark ronson e duffy (só para citar alguns poucos dos 132). os brasileiros bonde do rolê deram pinta no segundo dia. mas muitos (não só) anônimos também marcaram presença na platéia com seus looks pra lá de modernos e atuais. a style esteve na califórnia e selecionou some cool people. sente o drama:

 

 

 

 

 

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a coleção summer 08 de kate moss para topshop foi lançada dia 20. muitos babados, estampas florais, vestidos leves, kaftans, skinny jeans e shortinhos incríveis – índia, méxico e ibiza são as principais referências. tudo muito luxo, as always. mas a novidade é que, para alguns países da europa e para os estados unidos, estão à venda pela net (com tabela de conversão de medidas) – vários ítens já estão esgotados. por isso, se você quer alguma coisa, não está na inglaterra (para ir à loja) e tem endereço na dinamarca, frança, itália ou algum outro lugar que a topshop entrega, corre e se joga aqui! a campanha e o lookbook são da dupla incrível inez & vinoodh.

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todo mundo falando da vinda de tom ford ao brasil para promover a venda da sua marca masculina na daslu. e, de várias descrições que li pela net afora, foi camila prata quem disse tudo! quer saber como foi? se joga no blog dela!

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conheci o gui em 2005, antes dele embarcar para o japão. menino bacana, sempre com a câmera na mão e o olhar incrível para o mundo – fotografando parentes, amigos e paisagens. aliás, foi ele quem batizou de ‘o pôr da lê na casa do sol‘ o espetáculo diário da minha sacada. mas quando foi para o outro lado do planeta, perdemos o já superficial contato. daí que, coincidentemente, depois de eu postar sobre as tardes em casa, me deparo com seu trabalho na net. fiquei feliz ao ver que agora tem uma homepage – muito mais pro do que o fotolog e o flickr, é de lá que divulga suas pix para o mundo. aliás, o gui pertence ao globo: cresceu entre a inglaterra e o brasil. depois de fazer freela no japão, se mudou para londres, em 2007, onde trabalhou com william baker (pense em kylie minogue). atualmente, aos 22 anos, tem sob a mira de suas lentes toda cool people do eixo são paulo-londres-tokyo. com atitude rock’n'roll, suas imagens transpiram sensibilidade e honestidade, bom-humor e frescor juvenil.

 

 

 

 

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o único ‘james bond’ que eu tô ligada é o do bonde do rolê. eu nunca assisti, nem li, nenhum dos episódios e realmente não me importo quem viverá o agente britânico 007 nas próximas filmagens. também não acho que nenhum dos atores que interpretaram o personagem merecem o título de ’super-bofe’ que sempre receberam (antes ou depois do papel). já as ‘bond girls’ representam o ideal de beleza feminino das gerações — aquele que é exemplo para várias mulheres e cobiça para muitos homens. no fundo, elas também não têm importância para mim, já que só chamam minha atenção pelo que significam na cultura pop. mas a editora britânica penguin books lança, semana que vem, uma edição especial com todos os livros, escritos por ian fleming, contando a saga do agente secreto. as capas com total sabor vintage são incríveis. só por elas, já vale à pena…

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continuando aquele papo sobre o hype do tricot, encontro mais uma artista incrível que faz uma arte divertida e inusitada. na verdade, ela se joga no crochet, mas né? tricot, crochet… tudo arte manual, tudo escrito em francês e tudo aprendido com a vovó! enfim, nicole gastonguay é uma americana que mora no queens, trabalha como designer gráfico e, nas horas vagas, cria esses personagens super-simpáticos. adoro!

  

 

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um dos meus maiores privilégios foi a vista do meu quarto. todos os dias, durante 8 anos, o pôr-do-sol era um espetáculo — e, por muitas vezes, fazia a galera se reunir na sacada só para assistí-lo (ficou conhecido como ‘o pôr-da-lê na casa do sol’). mas, passando pelo site da national geographic, “meu mundo caiu”! porque a equipe da revista encontrou casas com as melhores paisagens ao redor do mundo. a ‘casa no campo’ que elis regina desejou tem endereço certo. olha só o “tamanho da paz”:

 

noruega

 

nova guiné

 

islândia

 

canadá

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mais do que tradição, esta arte exige muita paciência! são os japoneses que dominam a dobradura (origami), mas é o dinamarquês peter callensen quem sabe o que fazer diante de uma folha em branco. recortes e esculturas no papel traduzem delicadeza, bom humor e sensibilidade. sua arte já foi exposta em museus e galerias ao redor de (quase) todo o globo terrestre. apesar da fragilidade latente, a confiança no papel é tão grande que, em uma das suas várias performances, habitou castelos n’água, construídos pelo próprio. este dinamarquês recria o universo dos contos de fadas de uma forma bem original. o romântico nunca será banal em meio a tanta criatividade com a arte do kirigami – o resultado é  pra lá de sofisticado. veja a seguir exemplos:

 

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em total momento te dou um dado?, o papo que rolava era a sapa que li-lo estava pegando. “aaah… a irmã do mark ronson!”, disse um. “não sei… quem é mark ronson?”, respondeu o outro! um terceiro entrou na conversa: “o produtor que tocou com lily allen e amy winehouse.” enfim, mark ronson é um dos bofes mais hypados dos últimos tempos: aos 32 anos, já ganhou grammy e tem ‘version’ no topo das paradas, além de ter estilo e ser milionário — fatura muito com seus sempre bem-sucedidos trampos; seus pais são finos e amigos de gente como david bowie e paul mccartney — puff daddy e tom cruise são os seus! o que interessa agora é sua musicalidade e personalidade jovem. very hot!

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suas ilustrações estampam t-shirts, editoriais, campanhas, lojas, convites de desfiles, calendários e cartões. com traços inacabados de naquim, delicadeza da aquarela e certa modernidade do spray do paint, christina drejenstam marca sua identidade feminina e atrai clientes como a nike europa e a mag sueca femina. de estocolmo, seu trabalho for fun transmite muito da personalidade fashionista: frascos de perfume da versace, pincéis de maquiagem da chanel. tudo muito elegante, clean, orgânico e sedutor. um luxo absurdo!

 

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’sex and the city’ marcou a virada do milênio. que mulher e/ou fashionista não se empolgava todas as vezes que a música da abertura tocava, passava mal a cada episódio, cada confissão sexual, cada look de ‘carrie’ e cia? há 10 anos essas mulheres de nyc traduzem todo um consciente coletivo pós-pós-moderno. e, com o fim da série, há 4 anos, deixaram um vazio insubstituível em nossas vidas. por isso que a notícia da gravação do longa foi tão comemorada e, a cada aparição externa, uma legião de fãs registrava o que podia. mas, enfim, ele estreiou na gringa (aqui, só mês que vem). comemorando isso, a vogue américa fez um editorial luxo com ‘carrie’ e ‘big’, por anne leibovitz.

(mona, te dedico!)

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marion

 

essas bonecas são tão perfeitas que não entram na categoria toy art, graças à riqueza dos detalhes. estão elevadas ao status de obra de arte, como as criadas por ryoichi yoshida, em seu estúdio pygmalion, no japão. o artista constrói e fotografa bonecas que transmitem uma assustadora sensação de vida. outras dolls são digitais, como as de marion. e o que esses dois artistas japoneses têm em comum? mais do que criar imagens entre uma delicadeza agressiva e sensualidade inocente, eles são capazes de fazer com que os espectadores confundam arte com realidade.

 

ryoichi yoshida

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estava pela net quando vi esta imagem que me lembrou daquela vez que eu disse que o hype do tricot é de outra natureza. daí eu descubro que o coração é de uma artista alemã super cool, que já foi stylist: sarah illenberger. ela nasceu em munique, estudou na saint martin e agora mora em berlim, onde produz arte para clientes editoriais e comerciais: colagens, esculturas e fotografias coloridas e inusitadas, que já estamparam revistas como vanity fair, neon mag, tush. de uma maneira criativa e divertida, mistura arte com moda. assim, transfoma-se em uma das mais descoladas artistas alemãs.

   

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e continuando o papo retrô do post abaixo, encontrei um flickr colorido, arredondado e doce, com atmosfera bem vintage: mod*mom. com imagens de brinquedos, livros, móveis e até de uma casa pré-fabricada, de 1971, o espírito é como diz o nome: mod (só falta tocar beatles). as bonecas de papel são bem luxo! twiggy, nancy sinatra, brigitte bardot… todas elas foram desenhadas com roupinhas para serem recortadas e vestidas – relíquia fashion! se você adora essa época, se joga!

(snarf e mairets, tá dedicado!)

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